

A minha ideia de fazer uma caminhada não traz grandes expectativas para além de caminhar, conviver e apreciar a paisagem. Assim, jamais penso em conveniências de primeiro mundo nestas situações, muito menos em zonas remotas como a aldeia de Drave.
“Deserta, mas não abandonada.”
Esta frase – em tempos escrita numa laje de xisto à entrada da aldeia – é a que melhor descreve este lugar isolado na serra da Arada, na zona mais remota do concelho de Arouca. Actualmente sem habitantes, é mantida pelos escuteiros. Sem o trabalho destes, certamente que a aldeia há muito estaria perdida.
Perdi a conta às vezes que visitei Drave, percorrendo o PR14, que é um dos meus trilhos pedestres favoritos. Ou era.
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Percurso pedestre "PR7 - Nas Escarpas da Mizarela". Serra da Freita, Arouca, Portugal, 2009.
Mais informações sobre este percurso pedestre aqui.

Manhã em Alftavatn. Islândia, 2010.
Para finalizar a série de artigos sobre a Islândia, deixo alguns conselhos e factos úteis para o viajante.
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Perto da meia-noite, o Sol ainda ilumina a Hallgrímskirkja e a estátua de Leif Ericson. Reykjavik, Islândia, 2010.
Dias 6 e 7: Reykjavik e regresso a Portugal
Durante o trekking deitava-me cedo, pois o cansaço da caminhada assim obrigava. Assim, só em Reykjavik pude apreciar pela primeira vez o sol da meia-noite.
Antes de viajar para a Islândia, diziam-me que não ia ser fácil dormir com luz solar permanente durante 24 horas. Bom, se durante o trekking não foi problema, em Reykjavik começaram-se a sentir os efeitos secundários. É muito estranho chegar à hora de ir dormir e ver o sol lá fora: o corpo está cansado e quer ir dormir, mas a cabeça diz-nos para ir lá para fora “fazer coisas”. No entanto, reconheço que mais estranho ainda foi quando cheguei a Portugal e vi noite escura pela primeira vez em 8 dias. Baralha-nos o sistema.
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Bússola no topo do Valahnúkur. Islândia, 2010.
Dia 4: Emstrur - Þórsmörk
A longa travessia no deserto iria continuar durante todo o dia até chegarmos a Þórsmörk (para saber como pronunciar é só ir aqui). Este terá sido mesmo o dia menos interessante.
Não me interpretem mal, as paisagens continuavam a ser belíssimas, mas as expectativas dos dias anteriores foram tão largamente ultrapassadas que cortaram drasticamente no rating de um belo dia como este. Olhar a vastidão dos glaciares de Mýrdalsjökull e Eyjafjallajökull – o “vulcão islandês” – ou rodear o Einhyrningur (“Montanha-Unicórnio”), acabou por ser um pouco desvalorizado relativamente aos primeiros dias.
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