A (curta) espera

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Serra da Freita, Arouca, Portugal, 2011.

Assim é o final de Verão na Serra da Freita. Fruto da sua proximidade com o mar, o clima muda rapidamente. Num minuto o nevoeiro cerrado traz consigo o ar frio, no minuto seguinte as nuvens deixam passar reconfortantes raios de sol.

Esta série de fotos foi obtida num intervalo de tempo inferior a cinco minutos, num final de tarde passado a esperar por luz mais apelativa para fotografar paisagem. A luz “interessante” não apareceu (admito, também não foi um dia muito inspirado), por isso restou-me relaxar e apreciar a paisagem.

Islândia 2010 – Parte I

Layers of Light

Final do dia em Hrafntinnusker. Islândia, 2010.

Dia 0: Porto – Lisboa – Copenhaga - Reykjavik

Não vou detalhar muito este dia, vou apenas referir que foi um dos mais secantes da minha vida e que fiquei a conhecer muito bem o aeroporto de Copenhaga. Se precisarem de alguma informação acerca desse aeroporto, é só perguntarem.

Devido a atrasos nos vôos, só cheguei à guesthouse em Reykjavik pelas 3 da manhã (quando deveria ter chegado à meia-noite), sendo que às 6h30 já devia estar pronto para seguir para Landmannalaugar para iniciar o trekking. Acabei por dormir umas 3 horas, o que é espectacular para quem tinha de caminhar cerca de 12kms no dia seguinte (ou melhor, no mesmo dia).

Dia 1: Landmannalaugar – Hrafntinnusker

O primeiro dia de trekking começou em Landmannaulagar. Um local isolado, mas movimentado, onde estão sempre a chegar pessoas para fazer o Laugavegur, ou ficar uns dias por ali a explorar outros trilhos das imediações e aproveitar as piscinas naturais de água quente. Nesta altura do ano é fácil chegar até aqui, há autocarros regulares – todo-o-terreno – entre Reykjavik e Landmannalaugar. Infelizmente não fiquei muito tempo por aqui, mas é um bom local para explorar e fotografar com calma. Talvez para a próxima. Desta vez só houve tempo para almoçar e iniciar o trekking rumo a Hrafntinnusker.
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Islândia 2010 – Introdução

ICELAND2010_MOSAIC

Admito publicamente a minha ignorância de até há uns anos atrás pouco ou nada saber acerca da Islândia, ao ponto de descrever o país como “a cidade de Reykjavik rodeada de gelo”. Esse preconceito mudou depois de ver uma magnífica galeria de fotos do Ricardo Alves e a partir desse dia nunca mais tirei da minha cabeça que tinha mesmo de visitar aquele país, custe o que custar.

E a oportunidade surgiu há um ano atrás, quando no início de Julho de 2010 parti para a Islândia. Decidi fazer o trekking de Laugavegur, um trilho de aproximadamente 55 kms desde Landmannalaugar até Þórsmörk (pronuncia-se “Thórs-merk”, e não pretendo impressionar pois só isto corresponde a 50% do meu conhecimento de islandês, deixamos os outros 50% para outro artigo). O Laugavegur é um dos mais belos trilhos do mundo, pela grande diversidade de paisagens, mas acima de tudo pela sua beleza natural e preservação.

Estive sete dias na Islândia, cinco deles no trilho. Nos próximos artigos vou descrever cada etapa e partilhar algumas fotos, e no artigo final da série deixarei alguns conselhos úteis para quem quiser visitar a Islândia.

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