
A luz na Sagrada Família, obra prima de Antoni Gaudí. Barcelona, Espanha, 2011.
No passado mês de Junho fiz uma curta visita a Barcelona. Como turista que se preze, sendo a primeira visita a esta cidade (de muitas, assim espero) praticamente só visitei os locais mais populares.
Eventualmente vou publicar mais artigos sobre esta cidade, mas para já aproveito para inaugurar a secção “Multimédia” a secção “Galerias” com um slideshow desta viagem: podem vê-lo aqui. Se preferirem, também coloquei uma versão no Vimeo.

Manhã em Alftavatn. Islândia, 2010.
Para finalizar a série de artigos sobre a Islândia, deixo alguns conselhos e factos úteis para o viajante.
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Perto da meia-noite, o Sol ainda ilumina a Hallgrímskirkja e a estátua de Leif Ericson. Reykjavik, Islândia, 2010.
Dias 6 e 7: Reykjavik e regresso a Portugal
Durante o trekking deitava-me cedo, pois o cansaço da caminhada assim obrigava. Assim, só em Reykjavik pude apreciar pela primeira vez o sol da meia-noite.
Antes de viajar para a Islândia, diziam-me que não ia ser fácil dormir com luz solar permanente durante 24 horas. Bom, se durante o trekking não foi problema, em Reykjavik começaram-se a sentir os efeitos secundários. É muito estranho chegar à hora de ir dormir e ver o sol lá fora (embora só de vez em quando, pois o céu estava sempre muito nublado): o corpo está cansado e quer ir dormir, mas a cabeça diz-nos para ir lá para fora “fazer coisas”. No entanto, reconheço que mais estranho ainda foi quando cheguei a Portugal e vi noite escura pela primeira vez em 8 dias. Baralha-nos o sistema.
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Bússola no topo do Valahnúkur. Islândia, 2010.
Dia 4: Emstrur - Þórsmörk
A longa travessia no deserto iria continuar durante todo o dia até chegarmos a Þórsmörk (para saber como pronunciar é só ir aqui). Este terá sido mesmo o dia menos interessante.
Não me interpretem mal, as paisagens continuavam a ser belíssimas, mas as expectativas dos dias anteriores foram tão largamente ultrapassadas que cortaram drasticamente no rating de um belo dia como este. Olhar a vastidão dos glaciares de Mýrdalsjökull e Eyjafjallajökull – o “vulcão islandês” – ou rodear o Einhyrningur (“Montanha-Unicórnio”), acabou por ser um pouco desvalorizado relativamente aos primeiros dias.
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Garganta do rio Innri-Emstrua. Islândia, 2010.
Dia 3: Alftavatn – Emstrur
Foi-se a tempestade. O tempo estava muito melhor que no dia anterior, e o sol de vez em quando aparecia, intercalado por alguns chuviscos. Nada de especial, estava um óptimo dia para caminhar e estavam prometidas algumas travessias de rios e mais uma mudança radical de paisagem: do tapete verde de Alftavatn para o deserto negro de Mælifellssandur (pesquisar/copiar/colar mais uma vez…). Para facilitar, chamemos-lhe apenas “deserto negro” daqui para a frente. Adiante.
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Paisagem etérea de Alftavatn. Islândia, 2010.
Dia 2: Hrafntinnusker – Alftavatn
O dia estava chuvoso, e a tempestade prometida no dia anterior ainda não tinha aparecido e ainda bem. Sair do “quentinho” do refúgio para uma carga de água não ia saber muito bem. Mas nem tudo é bom, porque estava um pouco mais frio do que no dia anterior.
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Final do dia em Hrafntinnusker. Islândia, 2010.
Dia 0: Porto – Lisboa – Copenhaga - Reykjavik
Não vou detalhar muito este dia, vou apenas referir que foi um dos mais secantes da minha vida e que fiquei a conhecer muito bem o aeroporto de Copenhaga. Se precisarem de alguma informação acerca desse aeroporto, é só perguntarem.
Devido a atrasos nos vôos, só cheguei à guesthouse em Reykjavik pelas 3 da manhã (quando deveria ter chegado à meia-noite), sendo que às 6h30 já devia estar pronto para seguir para Landmannalaugar para iniciar o trekking. Acabei por dormir umas 3 horas, o que é espectacular para quem tinha de caminhar cerca de 12kms no dia seguinte (ou melhor, no mesmo dia).
Dia 1: Landmannalaugar – Hrafntinnusker
O primeiro dia de trekking começou em Landmannaulagar. Um local isolado, mas movimentado, onde estão sempre a chegar pessoas para fazer o Laugavegur, ou ficar uns dias por ali a explorar outros trilhos das imediações e aproveitar as piscinas naturais de água quente. Nesta altura do ano é fácil chegar até aqui, há autocarros regulares – todo-o-terreno – entre Reykjavik e Landmannalaugar. Infelizmente não fiquei muito tempo por aqui, mas é um bom local para explorar e fotografar com calma. Talvez para a próxima. Desta vez só houve tempo para almoçar e iniciar o trekking rumo a Hrafntinnusker.
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Admito publicamente a minha ignorância de até há uns anos atrás pouco ou nada saber acerca da Islândia, ao ponto de descrever o país como “a cidade de Reykjavik rodeada de gelo”. Esse preconceito mudou depois de ver uma magnífica galeria de fotos do Ricardo Alves e a partir desse dia nunca mais tirei da minha cabeça que tinha mesmo de visitar aquele país, custe o que custar.
E a oportunidade surgiu há um ano atrás, quando no início de Julho de 2010 parti para a Islândia. Decidi fazer o trekking de Laugavegur, um trilho de aproximadamente 55 kms desde Landmannalaugar até Þórsmörk (pronuncia-se “Thórs-merk”, e não pretendo impressionar pois só isto corresponde a 50% do meu conhecimento de islandês, deixamos os outros 50% para outro artigo). O Laugavegur é um dos mais belos trilhos do mundo, pela grande diversidade de paisagens, mas acima de tudo pela sua beleza natural e preservação.
Estive sete dias na Islândia, cinco deles no trilho. Nos próximos artigos vou descrever cada etapa e partilhar algumas fotos, e no artigo final da série deixarei alguns conselhos úteis para quem quiser visitar a Islândia.
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