Rota Vicentina: Almograve – Zambujeira do Mar

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DISTÂNCIA: 22 kms · DURAÇÃO: 6h30m

O TRILHO MAIS BELO

Começamos bem cedo neste dia, pois tínhamos pela frente uns bons 22 quilómetros. Saindo de Almograve, percorremos uma estrada em terra batida durante um par de quilómetros até finalmente entrarmos nas dunas. O que se seguiu é possivelmente um dos trilhos pedestres mais encantadores de Portugal. Desde o Porto da Lapa das Pombas até ao Cavaleiro, são aproximadamente 6 quilómetros de trilhos junto à falésia, atravessando uma paisagem costeira pristina e selvagem. O melhor é que o fizemos praticamente todo sem ver nem ouvir ninguém, tendo por companhia apenas as aves, o barulho do vento e das ondas.

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O CABO SARDÃO

O Cabo Sardão é o ponto intermédio desta etapa, onde se justifica uma paragem mais prolongada. Não só a paisagem é belíssima com falésias imponentes repletas de padrões rochosos que parecem esculpidos, como também impressiona a quantidade e diversidade de aves que ali se encontra. Tínhamos feito uma paragem mais prolongada no Cavaleiro antes de aqui chegarmos, sem prevermos que o Cabo Sardão é que seria o ponto ideal para parar, contemplar a paisagem e levantar o ânimo com uma sanduíche. De preferência acompanhada com uma mini.

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O TRILHO MAIS LONGO

A partir do Cabo Sardão há que percorrer um longo trilho em terra batida, que pareceu por vezes um pouco entediante, mas sempre compensado por ser percorrido junto às falésias que se encontram repletas de esteva, cujas folhas cobertas por seiva pegajosa brilham com a luz reflectida. O intenso aroma da esteva misturado com a brisa do mar, produzindo um cheiro muito agradável e relaxante, também ajudava a esquecer os quilómetros que já pesavam nas pernas e nos ombros. Excepção feita aos últimos 3 quilómetros que são percorridos junto à estrada, a partir da Entrada das Barcas até se chegar à Zambujeira do Mar, onde termina a etapa.

Embora longa, esta etapa concentra o que há de melhor na costa Vicentina: paisagens costeiras selvagens, repletas de vida selvagem, vegetação, cores e de aromas, portos de pesca artesanal, falésias imponentes e praticamente desocupadas. São vinte e dois quilómetros que nos estimulam todos os sentidos e que merecem ser percorridos a pé e sem pressas. É do melhor que temos em Portugal.

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