Islândia 2010 – Conselhos para o viajante
- 19 Julho 2011
- Desporto Aventura · Em viagem · Natureza e paisagem »
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Para finalizar a série de artigos sobre a Islândia, deixo alguns conselhos e factos úteis para o viajante.
Vôos
- A partir de Portugal não há vôos directos para Reykjavik. Consulta o portal edreams para planear a rota e encontrar os melhores preços. Se houver flexibilidade total nas datas, é possível comprar vôo de ida e volta a rondar os 400€ (ou muito menos se encontrares bilhetes a 1€ na Ryanair);
- Considera para primeira escala outras cidades para além das óbvias (Londres, Paris ou Barcelona). A TAP voa directamente para Copenhaga, e se houver vagas para o tarifário Discount, arranjam-se bons preços (embora tenha as suas limitações);
- A Iceland Express é uma low-cost que opera a partir de vários aeroportos principais da Europa. É uma séria hipótese a considerar;
Transportes na Islândia
- Se não alugares carro, considera comprar um bilhete no autocarro Flybus até Reykjavik. Logo à saída do aeroporto existe um balcão onde se pode comprar o bilhete. Se tiveres hotel marcado, pergunta se o autocarro te pode deixar à porta. O serviço acresce no preço do bilhete, mas vale a pena se tiveres muitas malas e fica mais barato que usar o táxi;
- A Reykjavik Excursions é a tua melhor amiga na Islândia: faz várias rotas turísticas pela ilha, passando por Landmannalaugar ou Þórsmörk, por exemplo;
Dinheiro, compras e comida
- Não vale a pena comprarem moeda islandesa. Em qualquer lugar – até nos refúgios – aceitam cartão de crédito, mesmo que queiram pagar uma chiclete. Não estou a brincar!
- Desaconselho fazer compras, já que algumas coisas continuam caras apesar da crise financeira;
- Comida: no centro de Reykjavik, o preço médio de um bom hamburguer e uma cola são 8 euros. Comida islandesa? Não provei, o guia da Lonely Planet diz que é horrível. Confiei nele;
- Se forem assaltados em Reykjavik chamem a CNN, porque é digno de notícia internacional. Falando a sério, é uma cidade muito segura mas o senso comum deve sempre prevalecer;
Trekking no Laugavegur
- A rota mais tradicional do Laugavegur começa em Landmannalaugar e dirige-se para Sul até Þórsmörk, num total de 55kms. Recomendo que se faça esta rota em quatro dias, o cansaço é menor e dá tempo para apreciar as paisagens;
- O refúgio em Hrafntinnusker (o primeiro após Landmannalaugar) não oferece a possibilidade de tomar duche de água quente. Se fizerem questão, terão de caminhar mais uns quilómetros até Alftavatn para usufruir desse “luxo”;
- A partir de Þórsmörk é possível continuar o Laugavegur subindo até à passagem de Fimmvörðuháls (onde ocorreu a primeira erupção antes do Eyjafjallajökull) e descendo até à costa em Skógar. Não fiz esta etapa, mas pelo que soube é altamente recomendada. Existe um refúgio em Fimmvörðuháls para quem quiser fazer a etapa em dois dias;
- Os refúgios têm boas condições e boa temperatura (às vezes até exagerada). As camas são confortáveis e as cozinhas bem equipadas. Um duche de água quente custa uns 2€ por 5 minutos. Abençoados duches de água quente;
- Acampar, apenas nas zonas designadas junto aos refúgios. É proibido acampar fora desses locais;
- Comprar comida no trilho apenas em Landmannalaugar e Þórsmörk, por isso é necessário ir abastecido. Água existe em todos os refúgios e vem directamente dos glaciares, e é uma maravilha;
- Por questões de segurança deve-se ir bem equipado, pois o clima é muito instável e pode mudar muito rapidamente. Não é permitido percorrer o Laugavegur de calças de ganga, e roupas de algodão não são recomendadas (absorvem a humidade e não secam com facilidade, podendo acelerar a hipotermia);
- Sempre que passes num refúgio deves falar com o responsável para registares a tua presença e marcar o teu itinerário. Caso algo corra mal, a equipa de resgate saberá quem procurar.
Outras questões
Espero que ajude, caso tenhas alguma questão, coloca-a nos comentários e tentarei ajudar.


Maia · 20 Julho 2011
Na secção “Transportes na Islândia”, podias incluir a bicicleta. Para mim, um meio de transporte e de viajar que proporciona sensações únicas e com inúmeros benefícios (financeiros e físicos, p.exe).
Parabéns pelo blog.
Cumpts,
Maia
José Brito · 20 Julho 2011
Ora viva, Maia!
Na parte da bicicleta não consigo ajudar muito! De qualquer modo é preciso ter em conta que algumas zonas da Islândia são muito ventosas, o que pode dificultar a progressão.
No caso do Laugavegur é possível fazê-lo de bicicleta, e definitivamente que é mais apropriado fazê-lo em direcção a Sul, de Landmannalaugar até Þórsmörk, diminuindo a altitude à medida que se avança. Existem algumas zonas complicadas: trilhos de areia no “deserto negro”, travessias de rios, descidas (ou subidas) em que é recomendável levar a bike à mão, etc. Mas nada que um praticante de BTT não esteja habituado :)
Um abraço e obrigado!