Islândia 2010 – Conselhos para o viajante

Alftavatn

Manhã em Alftavatn. Islândia, 2010.

Para finalizar a série de artigos sobre a Islândia, deixo alguns conselhos e factos úteis para o viajante.

Vôos

  • A partir de Portugal não há vôos directos para Reykjavik. Consulta o portal edreams para planear a rota e encontrar os melhores preços. Se houver flexibilidade total nas datas, é possível comprar vôo de ida e volta a rondar os 400€ (ou muito menos se encontrares bilhetes a 1€ na Ryanair);
  • Considera para primeira escala outras cidades para além das óbvias (Londres, Paris ou Barcelona). A TAP voa directamente para Copenhaga, e se houver vagas para o tarifário Discount, arranjam-se bons preços (embora tenha as suas limitações);
  • A Iceland Express é uma low-cost que opera a partir de vários aeroportos principais da Europa. É uma séria hipótese a considerar;

Transportes na Islândia

  • Se não alugares carro, considera comprar um bilhete no autocarro Flybus até Reykjavik. Logo à saída do aeroporto existe um balcão onde se pode comprar o bilhete. Se tiveres hotel marcado, pergunta se o autocarro te pode deixar à porta. O serviço acresce no preço do bilhete, mas vale a pena se tiveres muitas malas e fica mais barato que usar o táxi;
  • Reykjavik Excursions é a tua melhor amiga na Islândia: faz várias rotas turísticas pela ilha, passando por Landmannalaugar ou Þórsmörk, por exemplo;

Dinheiro, compras e comida

  • Não vale a pena comprarem moeda islandesa. Em qualquer lugar – até nos refúgios – aceitam cartão de crédito, mesmo que queiram pagar uma chiclete. Não estou a brincar!
  • Desaconselho fazer compras, já que algumas coisas continuam caras apesar da crise financeira;
  • Comida: no centro de Reykjavik, o preço médio de um bom hamburguer e uma cola são 8 euros. Comida islandesa? Não provei, o guia da Lonely Planet diz que é horrível. Confiei nele;
  • Se forem assaltados em Reykjavik chamem a CNN, porque é digno de notícia internacional. Falando a sério, é uma cidade muito segura mas o senso comum deve sempre prevalecer;

Trekking no Laugavegur

  • A rota mais tradicional do Laugavegur começa em Landmannalaugar e dirige-se para Sul até Þórsmörk, num total de 55kms. Recomendo que se faça esta rota em quatro dias, o cansaço é menor e dá tempo para apreciar as paisagens;
  • O refúgio em Hrafntinnusker (o primeiro após Landmannalaugar) não oferece a possibilidade de tomar duche de água quente. Se fizerem questão, terão de caminhar mais uns quilómetros até Alftavatn para usufruir desse “luxo”;
  • A partir de Þórsmörk é possível continuar o Laugavegur subindo até à passagem de Fimmvörðuháls (onde ocorreu a primeira erupção antes do Eyjafjallajökull) e descendo até à costa em Skógar. Não fiz esta etapa, mas pelo que soube é altamente recomendada. Existe um refúgio em Fimmvörðuháls para quem quiser fazer a etapa em dois dias;
  • Os refúgios têm boas condições e boa temperatura (às vezes até exagerada). As camas são confortáveis e as cozinhas bem equipadas. Um duche de água quente custa uns 2€ por 5 minutos. Abençoados duches de água quente;
  • Acampar, apenas nas zonas designadas junto aos refúgios. É proibido acampar fora desses locais;
  • Comprar comida no trilho apenas em Landmannalaugar e Þórsmörk, por isso é necessário ir abastecido. Água existe em todos os refúgios e vem directamente dos glaciares, e é uma maravilha;
  • Por questões de segurança deve-se ir bem equipado, pois o clima é muito instável e pode mudar muito rapidamente. Não é permitido percorrer o Laugavegur de calças de ganga, e roupas de algodão não são recomendadas (absorvem a humidade e não secam com facilidade, podendo acelerar a hipotermia);
  • Sempre que passes num refúgio deves falar com o responsável para registares a tua presença e marcar o teu itinerário. Caso algo corra mal, a equipa de resgate saberá quem procurar.

Outras questões

Espero que ajude, caso tenhas alguma questão, coloca-a nos comentários e tentarei ajudar.

2 comentários

  1. Maia · 20 Julho 2011

    Na secção “Transportes na Islândia”, podias incluir a bicicleta. Para mim, um meio de transporte e de viajar que proporciona sensações únicas e com inúmeros benefícios (financeiros e físicos, p.exe).

    Parabéns pelo blog.

    Cumpts,
    Maia

  2. José Brito · 20 Julho 2011

    Ora viva, Maia!

    Na parte da bicicleta não consigo ajudar muito! De qualquer modo é preciso ter em conta que algumas zonas da Islândia são muito ventosas, o que pode dificultar a progressão.

    No caso do Laugavegur é possível fazê-lo de bicicleta, e definitivamente que é mais apropriado fazê-lo em direcção a Sul, de Landmannalaugar até Þórsmörk, diminuindo a altitude à medida que se avança. Existem algumas zonas complicadas: trilhos de areia no “deserto negro”, travessias de rios, descidas (ou subidas) em que é recomendável levar a bike à mão, etc. Mas nada que um praticante de BTT não esteja habituado :)

    Um abraço e obrigado!

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