Nas escarpas da Mizarela
- 27 Julho 2011
- Desporto Aventura · Fotografia a solo »
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Mais informações sobre este percurso pedestre aqui.
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O meu projecto “Montanhas de Escolhas” teve a honra de ser seleccionado como vencedor da 1ª edição do concurso Jovens Criativos ADRIMAG 2011, organizado pela ADRIMAG (Associação de Desenvolvimento Rural das Serras de Montemuro, Arada e Gralheira), na categoria “Anúncio de Imprensa”.
Foi um projecto que ocupou várias horas do meu tempo livre (incluindo um ou dois fins-de-semana), e que envolveu muito mais do que criar um “simples” poster: um conceito e slogan, um logótipo para a região, selecção e edição de fotografias (felizmente já tinha as que precisava), tudo isto criado de raíz com o objectivo de criar um anúncio turístico apelativo e representativo das potencialidades da região como destino privilegiado de turismo de aventura e natureza.
Estou consciente que não está perfeito (gostaria de ter passado mais algumas horas com o logótipo, por exemplo), mas dado o tempo que tive para conceber o projecto fiquei bastante satisfeito (entreguei o trabalho no último dia do prazo depois de uma noite mal dormida a afinar pormenores, como português que se preze). Mas ter uma impressora em casa para fazer provas teria dado muito jeito!
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O Verão ainda não chegou.
Para finalizar a série de artigos sobre a Islândia, deixo alguns conselhos e factos úteis para o viajante.
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Perto da meia-noite, o Sol ainda ilumina a Hallgrímskirkja e a estátua de Leif Ericson. Reykjavik, Islândia, 2010.
Durante o trekking deitava-me cedo, pois o cansaço da caminhada assim obrigava. Assim, só em Reykjavik pude apreciar pela primeira vez o sol da meia-noite.
Antes de viajar para a Islândia, diziam-me que não ia ser fácil dormir com luz solar permanente durante 24 horas. Bom, se durante o trekking não foi problema, em Reykjavik começaram-se a sentir os efeitos secundários. É muito estranho chegar à hora de ir dormir e ver o sol lá fora (embora só de vez em quando, pois o céu estava sempre muito nublado): o corpo está cansado e quer ir dormir, mas a cabeça diz-nos para ir lá para fora “fazer coisas”. No entanto, reconheço que mais estranho ainda foi quando cheguei a Portugal e vi noite escura pela primeira vez em 8 dias. Baralha-nos o sistema.
A longa travessia no deserto iria continuar durante todo o dia até chegarmos a Þórsmörk (para saber como pronunciar é só ir aqui). Este terá sido mesmo o dia menos interessante.
Não me interpretem mal, as paisagens continuavam a ser belíssimas, mas as expectativas dos dias anteriores foram tão largamente ultrapassadas que cortaram drasticamente no rating de um belo dia como este. Olhar a vastidão dos glaciares de Mýrdalsjökull e Eyjafjallajökull – o “vulcão islandês” – ou rodear o Einhyrningur (“Montanha-Unicórnio”), acabou por ser um pouco desvalorizado relativamente aos primeiros dias.
Foi-se a tempestade. O tempo estava muito melhor que no dia anterior, e o sol de vez em quando aparecia, intercalado por alguns chuviscos. Nada de especial, estava um óptimo dia para caminhar e estavam prometidas algumas travessias de rios e mais uma mudança radical de paisagem: do tapete verde de Alftavatn para o deserto negro de Mælifellssandur (pesquisar/copiar/colar mais uma vez…). Para facilitar, chamemos-lhe apenas “deserto negro” daqui para a frente. Adiante.
O dia estava chuvoso, e a tempestade prometida no dia anterior ainda não tinha aparecido e ainda bem. Sair do “quentinho” do refúgio para uma carga de água não ia saber muito bem. Mas nem tudo é bom, porque estava um pouco mais frio do que no dia anterior.
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